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Axiom Verge 2

Axiom Verge 2

Chegou sem aviso prévio e foi uma verdadeira surpresa. Mas... uma boa surpresa ou uma má surpresa?

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Com tantos lançamentos Indie por ano, é cada vez mais difícil para um jogo se destacar, sobretudo quando estamos a falar de um projeto desenhado por apenas uma pessoa, Tom Happ. Mas foi o que aconteceu em 2015 com Axiom Verge, um jogo de plataformas, ação, e puzzles em 2D, inspirado pelos Metroid clássicos. Por muito tempo ficámos à espera da sequela, e ei que, sem aviso prévio, ela chegou a 11 de agosto.

Mas será que esta sequela se apresentou ao nível do excelente jogo original? Na nossa opinião, sim.

Tom Happ merece uma ovação de pé pelo seu extraordinário trabalho com Axiom Verge 1 e 2. É incrível que tenha feito praticamente tudo sozinho, incluindo escrita, programação, gráficos, som, e banda sonora. Axiom Verge não é uma obra-prima perfeita, mas tem aquele toque de magia que tende a acontecer somente quando uma única pessoa pode trabalhar livremente na sua própria visão. E o resultado é incrível.

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Seria natural comparar Axiom Verge 2 com o antecessor, mas na realidade estamos a falar de dois jogos bem diferentes. Enquanto o primeiro jogo foi uma carta de amor perfumada para os fãs de Metroid, esta sequela encosta-se mais a The Legend of Zelda. Os puzzles são uma parte maior do jogo, combinados com um sistema de mundo paralelo que traz associações a A Link to the Past e Metroid Prime 2.

Em Axiom Verge 2 irá acompanhar uma nova protagonista, Indra, uma mulher que está a tentar encontrar o caminho para casa depois um encontro infeliz com um elevador de sentido único para o mundo alternativo na Antártica. Indra terá que navegar por florestas maravilhosas e ruínas de Mesopotâmia em busca de dispositivos inteligentes para sobreviver. Tudo isto num mundo isolado, onde normalmente só terá a companhia de drones que querem eliminar Indra.

O primeiro Axiom Verge era sobretudo um jogo sobre disparar em tudo o que estivesse em movimento, procurar por melhoramentos, e depois disparar em tudo o que estivesse em movimento com os novos melhoramentos. Já a sequela segue um caminho ligeiramente diferente. Exploração e melhoramentos ainda são cruciais, mas tudo parece mais orgânico e elaborado. Existem espaços enormes e muitos caminhos diferentes para percorrer ao longo do jogo, embora em última análise ainda seja uma experiência muito estreita e linear - simplesmente não passa essa impressão.

Indra não é tão fã de armas de fogo quanto Trace o era no primeiro jogo. Picaretas, facas, e bumerangues, são normalmente as armas de escolha de Indra, que exigem um pouco mais de estratégia no combate contra os inimigos. Por vezes até será melhor não lutar diretamente com os oponentes, e a estratégia superior até pode passar por fugir ou hackear os seus sistemas. Sim, em Axiom Verge 2 terá acesso a uma habilidade de hacking, que embora positiva, parece-nos estar longe de atingir o seu potencial no jogo. Talvez algo a desenvolver para o terceiro jogo?

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Quanto aos oponentes, existem alguns inimigos impressionantes e enormes para enfrentar, mas infelizmente nenhum boss chegou a impressionar ou a apresentar um desafio adequado. Isso deve-se em parte ao novo sistema de saves automáticos. Quando Indra morre, reaparece no último ponto de save, mantendo todos os equipamentos que tinha encontrado pelo caminho. Isso torna muito mais fácil o processo de voltar para onde estávamos sem ter de explorar as mesmas áreas novamente.

Axiom Verge 2

O mundo de jogo é bastante grande, e explorá-lo a fundo ocupou-nos durante várias horas. Existe no entanto um ligeiro problema de design, no sentido em que os cenários de fundo por vezes tornam difícil distinguir o que pode ser explorado ou não. O mapa também não é lá muito útil, porque ficámos presos em algumas ocasiões simplesmente porque nos esquecemos de um ponto no mapa. O ADN "Metroidvania" está claramente presente, mas existem formas menos frustrantes de criar este tipo de design, sobretudo quando existem alguns becos sem saída e poucas recompensas por explorar essas áreas.

Uma pena, pois Happ implementou um sistema de melhoramentos bastante recompensador, que permite moldar a jogabilidade ao seu estilo. Esse tipo de liberdade, para criar um estilo de jogo, não é algo muito comum em jogos de estilo Metroidvania, mas temos de admitir que foi revigorante encontrar este sistema. Também é possível tornar Indra e os inimigos mais fortes ou mais fracos, através do menu principal, o que torna possível acrescentar alguns desafios interessantes para quem quiser algo que teste as suas capacidades.

Quanto à banda sonora, está polida e encaixa bem no ambiente, embora não esteja exatamente ao nível do original - sobretudo as faixas que incluem uma cantora, que pode ser um pouco irritante. Assim como no primeiro Axiom Verge, a história é contada através da descoberta de diários e velhas pranchas de pedra. Ao início a maioria parece ser formada por palavras confusas, sem coerência, mas eventualmente começam a fazer sentido, e tornam-se interessantes.

Gostámos imenso de Axiom Verge 2, mas se for como nós, convém deixar um aviso sobre as diferenças entre o original e a sequela. Se estiver à espera de algo muito parecido com o primeiro jogo, pode ficar desiludido, mas visto como um todo, Axiom Verge 2 é um jogo de qualidade, e na nossa opinião, até acaba por ser superior ao original.

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08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Jogabilidade divertida. Melhoramentos criativos da personagem. Bons puzzles. Banda sonora sólida.
-
O mapa é algo rude .Função de hacking algo limitada. Bosses dececionantes.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor

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