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Battlefield: Hardline

Battlefield: Hardline - Impressões da versão beta

Como se está a comportar o novo Battlefield a pouco mais de um mês para o lançamento?

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Battlefield 4 tinha muita qualidade, mas os muitos problemas que surgiram após o lançamento obrigam a olhar para este Battlefield: Hardline com alguma desconfiança. O facto da Electronic Arts ter decidido não libertar o seu FPS na altura habitual - novembro - mas alguns meses mais tarde, revela que a editora não pretende repetir o mesmo erro. Além disso, existem outros fatores determinantes.

Battlefield Hardline não está a ser produzido pela DICE, mas pela Visceral Games (Dead Space), e embora tenhamos visitado os seus estúdios em Guildford, Inglaterra, a nacionalidade que reina na Visceral Games é claramente a norte-americana. E de que forma irá a nova produtora - e a influência dos EUA - afetar o rumo de Battlefield?

Ian Milham, Diretor Criativo, refere "Velocidade" como a base para a produção de Battlefield: Hardline. Isto reflete-se na tentativa da Visceral Games para colocar o jogador dentro da ação mais rápido do que nos jogos anteriores. Battlefield: Hardline, que dispensa a componente militar por um enredo mais 'hollywoodesco', pretende apresentar um jogo mais intenso e imprevisível. Os mapas serão mais compactos, as linhas inimigas estarão sempre presentes e os perigos serão constantes. Ou pelo menos é esse o plano.

Milham indicou que, na sua opinião, Battlefield sempre se caracterizou pelo tamanho - com arenas de combate massivas, e Hardline não pretende ser uma excepção nesse sentido. Vão participar em áreas de combate enormes, que vão promover uma grande variedade de armas e veículos controláveis.

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"Não consigo pensar em nenhum outro jogo que ofereça o mesmo alcance que Battlefield," referindo-se à dimensão dos mapas e às opções ao nível de armas e veículos, no género de ação na primeira pessoa.

Battlefield: HardlineBattlefield: Hardline

É curioso, porque segundo a nossa experiência com a beta anterior, a escala massiva de Hardline parecia ser um dos maiores problemas do jogo. O seu tamanho talvez fosse ideal para satisfazer a exigente elite de jogadores Hardcore da série, mas a última versão da beta pareceu-nos demasiado massiva e exigente para jogadores novatos. Outro problema que encontrámos com Hardline ocorreu-nos enquanto disparávamos mísseis de um tanque contra os frágeis ladrões, elevando o contexto do assalto ao banco a um ponto absurdo.

Pelo menos parece que a Visceral Games ouviu parte das críticas feitas à última versão de Battlefield: Hardline e fez questão de assinalar as principais diferenças que os meses extra de produção permitiram implementar. Para começar, vai existir um foco maior em armas mais pequenas e mais dependentes - o que nos agrada. Também tornaram o sistema de Levolution, estreado em Battlefield 4, numa experiência mais subtil - outra mudança que nos parece positiva. Uma redistribuição das classes jogáveis, para reequilibrar o leque de opções e reduzir o apelo da classe Assault, é sem dúvida uma decisão acertada. Também foi implementado um novo sistema monetário dentro do jogo que permite comprar equipamento sem ser necessário subir de Rank - boa escolha, na nossa opinião.

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Depois de conhecermos as mudanças implementadas, fomos apresentados a um novo modo que estará presente na beta - Hotwire. Tivemos a oportunidade de o experimentar no mapa Dustbowl, numa pequena comunidade no deserto e tem um contexto pouco habitual para o género de ação na primeira pessoa. Quatro ladrões ocupam um veículo (um conduz, três disparam), enquanto tentam permanecer intactos durante o máximo de tempo possível. O trabalho da outra equipa passa por parar o veículo.

Inicialmente, não ficámos muito impressionados com o conceito de Hotwire, mas depois de o jogarmos, mudámos de ideias. Nos seus melhores momentos, Hotwire pareceu-nos uma espécie de compilação dos melhores momentos de outros Battlefield. Quanto a Dustbowl, pareceu-nos um mapa típico dentro do estilo que Hardline pretende implementar, com uma estrutura enorme que é perfeita para uma perseguição feroz.

Battlefield: HardlineBattlefield: Hardline

Depois de uma hora com Hotwire, voltámos a um cenário mais familiar - a baixa de Los Angeles, que já estava disponível na versão anterior da beta. Aqui torna-se mais evidente que muitos dos jornalistas presentes jogaram essa beta e conhecem bem o mapa em questão. Isto permite partidas com um nível competitivo superior, enquanto os dois lados tentam abordagens mais táticas. A polícia tenta eliminar eficazmente as rotas de fuga dos ladrões, que por seu lado, aprenderam a manter a cabeça baixa para evitar fogo inimigo.

Hotwire foi um modo divertido, mais que o esperado, mas estas situações de assalto são o grande atrativo de Hardline. Existe aqui potencial para fazer algo de muito especial, sobretudo se o design dos níveis incentivarem à colaboração da equipa, como é o caso neste mapa. Este exemplo que jogámos mostrou um design muito inspirado, que terá beneficiado imenso de vários testes e ajustes. O cofre está no centro do mapa, que tem depois várias secções e rotas, que funcionam um pouco como um labirinto. Depois existem os becos, perfeitos para fugas rápidas, ou ciladas da polícia.

É um mapa mais compacto do que estamos habituados a ver em Battlefield, que nos obrigou a uma mentalidade diferente da que costumamos ter noutros jogos da série. Terão outro tipo de preocupações, enquanto tentam fugir com a vossa equipa, ou parar o assalto, se estiverem do outro lado. É o contexto perfeito para este tipo de jogo e obriga a uma abordagem mais envolvente do que é habitual num Battlefield.

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Esta versão de Battlefield: Hardline parece-nos francamente superior à versão que testámos no passado, mas ainda temos algumas queixas a apontar. O número de civis, que podem acrescentar novas variáveis à experiência, pareceu-nos ainda escasso, e existe uma clara diferença entre o equipamento disponível a ladrões e polícias. Ainda assim, Hardline deixou bem claro que pode ser uma excelente adição a Battlefield, embora num registo completamente diferente do que é habitual na saga. O extra de produção parece ter sido bem aproveitado.

A partir de amanhã, 3 de fevereiro, jogadores de todo o mundo poderão experimentar a mesma beta que já jogámos, e perceber as diferenças que existem para a beta anterior. O modo multijogador parece estar a ganhar uma forma muito sólida, mas é preciso não esquecer que Battlefield: Hardline vai viver bastante da sua campanha a solo, que terá uma importância acrescida neste título específico. Infelizmente, ainda não tivemos a oportunidade de jogar a campanha, mas o nosso interesse em Battlefield: Hardline é cada vez maior.

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