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Homefront: The Revolution

Homefront: The Revolution

Será Homefront capaz de resistir aos grandes lançamentos de maio?

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O Homefront original foi lançado em 2011, um jogo com uma premissa interessante, mas sem qualidade e conteúdo capaz de realizar esse potencial. Esta sequela/reboot segue o mesmo conceito, e mostra uns EUA invadidos e ocupados pela Coreia do Norte. Agora cabe a um grupo de lutadores formados por cidadãos norte-americanos tentarem enfrentar os ocupantes com um grupo de resistência. O jogador vai encarnar um dos novos recrutas, Ethan Brady, que arranca a aventura a caminho do líder da resistência, Walker. Infelizmente a reunião nunca chega a acontecer, porque Brady é vítima de uma emboscada coreana e acaba detido. Não vamos revelar o que acontece a seguir, mas podemos revelar que eventualmente fogem da prisão coreana e ganham ainda mais motivos para combaterem os invasores.

Uma grande parte do que terão de fazer enquanto soldados da resistência vai passar naturalmente por diminuir o domínio dos norte-coreanos. Terão de sabotar tecnologia, destruir tanques, desactivar câmaras de vigilância, e praticar outras atividades semelhantes. Também vão ter a missão de aumentar a força e a eficácia da resistência, a começar pela comunicação e frequências de rádio, mas também invadindo estações norte-coreanas e ajudando a população oprimida. O mapa está dividido em áreas de diferentes graus de dificuldade e vigilância. Em algumas áreas podem circular relativamente à vontade, interagindo com outras personagens, noutras zonas mais controladas terão de adotar uma postura furtiva, sobretudo se estiverem a tentar fazer algo de ilegal aos olhos dos norte-coreanos (e estarão quase sempre a fazer algo de ilegal).

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Adoramos o conceito e a premissa de Homefront, e em muitos níveis, funciona bem. A Dambuster conseguiu passar a sensação do jogador ser um agente oprimido, muito inferior aos invasores, e existe motivação genuína para fazer crescer a resistência. Existem momentos em que Homefront é fantástico, enquanto invadem bases inimigas e eliminam soldados silenciosamente até chegarem ao vosso objetivo, que eventualmente irá impactar o crescimento da resistência de forma clara e evidente. O jogador sente que está de facto a fazer a diferença. Cada área tem o seu próprio medidor, chamado Hearts and Minds. É um medidor que determina a convicção da população nessa zona, e quanto mais forte for, mais resistência natural vão fazer aos invasores, e até podem começar a deixar mensagens pintadas, a sabotar equipamento, e a ajudar espontaneamente o jogador. Quanto maior for o esforço do jogador para ajudar uma zona, maior será o retorno.

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Embora possa parecer que se pode tornar repetitivo, isso nunca nos aconteceu realmente. O jogo consegue oferecer variedade suficiente de engenheira nas localizações e de desafios para manter a experiência interessante. Encontrámos frequentemente obstáculos que nos obrigaram a repensar formas de utilizarmos os acessórios e as habilidades do protagonista. Também ajuda que Homefront apresente uma variedade interessante de objetivos e missões, desde eliminar soldados sem armas (só a faca), a proteger os tanques da resistência. Além de tudo isto, também existem pequenos objetivos secundários que podem cumprir, como tirar fotos com o telemóvel para recolherem informação, ou destruir drones inimigos.

Todo o dinheiro que ganham neste tipo de atividades pode ser gasto na expansão e melhoramento do arsenal e do equipamento. Existem seis tipos de armas, e cada tipo de arma tem duas sub-categorias que podem assumir depois de serem melhoradas. Gostámos da forma como a Dambuster abordou o arsenal, mas ficámos fãs dos acessórios, em particular dos itens de Hack e das bombas pegajosas coladas a um carro telecomandado.

Tudo o que leram até aqui são pontos fantásticos de Homefront, e mostram o potencial que o jogo tinha, mas infelizmente esse potencial está muito longe de ser cumprido, sobretudo porque o jogo não está acabado. A maior parte dos problemas são pequenos, mas abundam, e todos juntos acabam por prejudicado demasiado a experiência de jogo. Estamos a falar de problemas como o jogo simplesmente parar de funcionar, o que aconteceu com uma frequência assustadora. Para não falar em vários 'bugs' menores e uma framerate instável. Outro problema que nos retirou imediatamente da imersão do jogo foram as animações faciais, que são muito pobres. Até existem defeitos no processo sonoro, com falas que parecem mal coladas e que se sobrepõem. Muitos destes problemas podem ser corrigidos com algumas atualizações no futuro, mas a capacidade técnica de Homefront: The Revolution é demasiado má neste momento para simplesmente ignorar.

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Outro problema que tivemos, e este não é técnico, está relacionado com a história do jogo. Gostámos imenso do conceito de construir uma revolução a partir do nada, mas o enredo esforça-se demasiado para ser sentimental e emocional. O jogo recorre a vários estereótipos e tenta realmente apelar ao patriotismo dos norte-americanos, algo que obviamente não somos, e como tal acabámos por não ter uma ligação tão forte com a história, sobretudo por é algo que é bastante forçado no jogador. Além de que existe uma incoerência nas mensagens que o jogo tenta passar, incluindo uma de revolução pacífica, que é simplesmente deixada de parte a certo ponto

Homefront: The Revolution não tem um modo online tradicional, mas inclui a opção para que amigos possam jogar algumas missões num modo cooperativo. Cada jogador terá de criar a sua personagem a partir de 23 tipos de passados que precederam a guerra, desde dançarinos a taxistas, e depois vão evoluindo a personagem conforme jogam. Podem abordar missões defensivas, onde têm de resgatar soldados ou impedir incursões inimigas, mas também existem objetivos ofensivos onde devem invadir bases. Ao todo existem seis missões diferentes para tentarem cumprir, com amigos, ou a solo.

A nossa experiência com Homefront: The Revolution está dividida. O jogo pode ser bastante divertido, e tem momentos genuinamente interessantes e desafiantes, mas depois surgem os problemas técnicos, que prejudicam gravemente a experiência do jogador. Homefront está num estado inacabado que é raro ver hoje em dia, e isso é imperdoável. É triste perceber que Homefront podia ter sido um bom jogo, e no futuro talvez o venha a ser se a Dambuster trabalhar a sério nas atualizações do jogo, mas neste momento, Homefront está demasiado estragado para ser recomendado.

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Homefront: The RevolutionHomefront: The RevolutionHomefront: The Revolution
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06 Gamereactor Portugal
6 / 10
+
Missões desafiantes. Premissa interessante. Ações do jogador mudam o cenário e a situação.
-
Vários problemas técnicos. Animações faciais muito pobres. Experiência inacabada e a precisar de trabalho.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor

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