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LG CX - Análise Televisão

Uma fantástica televisão para gaming (e não só).

HQ

Os nossos colegas na Dinamarca têm acesso regular a vários monitores e televisões para análise, que por norma não publicamos no nosso site, mas neste caso tivemos de abrir uma exceção, porque aparentemente trata-se mesmo de uma televisão espetacular, incluindo para gaming. As mais recentes C9 da LG já apresentavam uma qualidade acima da média, por isso é natural que estas novas CX sigam o mesmo conceito, design, e tecnologia. Ora, dito isto, será que vale a pena comprar uma CX se já tem uma C9? Nem por isso, mas isso não invalida o facto das novas CX serem as melhores televisões que os nossos colegas já testaram, e serem de longe as televisões que mais recomendam aos jogadores de consolas. Sim, é assim tão boa.

O painel traseiro é mais uma vez composto por alumínio, com apenas alguns milímetros de grossura, e cobre cerca de dois terços da costas da televisão. No fundo está a tampa de plástico, que protege as ligações, os processadores, e o resto da tecnologia. É um solução muito sólida, dentro do que tem sigo seguido por outras fabricantes, mas mesmo assim continuamos a preferir a solução da Samsung neste caso, que inclui uma caixa separada para as ligações. Seja como for, as CX apresentam uma traseira minimalista e funcional. O suporte é o mesmo que a C9, o que lhe dá um pequeno efeito de levitação. No geral estamos a falar de uma televisão bonita em todos os ângulos.

As CX incluem quatro ligações de HDMI 2.1, o que significa que todas elas suportam 4K/120Hz, HDR de 10-bits de cor, e 4:4:4 YCbCr. Ao nível sonoro pode contar com uma ligação ARC/eARC com suporte para Dolby Atmos. Esta configuração significa que as CX estão prontas para as novas consolas, já que suportam todas as suas exigências e possibilidades em termos de imagem e som, salvo a resolução de 8K (mas sejamos honestos, nenhum jogo vai correr a 8K nas próximas consolas). As CX até incluem um modo de latência baixa para melhores tempos de resposta, e taxas variáveis de refrescamento, incluindo suporte para o G-Sync da Nvidia e o FreeSync da AMD, caso queira ligá-la a um PC ou laptop gaming. As CX também permitem desligar a sua própria unidade de processamento de HDR, caso prefira que esse processamento seja feito pelo dispositivo que está a enviar o sinal (como a PS5 e a Xbox Series X|S).

LG CX - Análise Televisão

O controlo remoto é o mesmo que o ano passado, o que significa que é perfeitamente funcional, embora não seja particularmente bonito - e podia ser um pouco mais acessível. Quanto a suporte para serviços de streaming, inclui botões próprios para Netflix e Amazon Prim, e um rato em forma de giroscópio para navegação facilitada da interface.

Essa interface, contudo, não é nada de excecional. A LG melhorou imenso a sua interface à base de webOS, tornando-a mais acessível, sem esquecendo várias funções para utilizadores avançados, o que significa que tal como o comando, é funcional, embora não deslumbre. O suporte para a aplicações é também enorme, e não nos parece que falte qualquer aplicação importante.

O que nos impressionou em relação à interface foi a velocidade de navegação, possível graças aos novos processadores Alpha-9. Além de serem superiores em termos de poder puro, estes Alpha-9 incluem uma série de funções à base de inteligência artificial que melhora a optimização geral e o funcionamento das televisões.

Mas a estrela das CX é o ecrã, com níveis de contraste fantásticos, excelente profundidade de preto nas sombras sem quebras de detalhe, e HDR lindíssimo até 750 NITS. É um dos painéis auto-iluminados da LG, que têm evoluído imenso ao longo dos anos, e que neste momento chegaram a um ponto em que é possível colocar o píxel mais branco contra o píxel mais preto, sem qualquer tipo de borragem, como acontece com tantos outros ecrãs. O facto de ser tecnologia OLED significa que a brilho geral não é tão forte como noutras televisões, mas não é algo que se note muito, e que é facilmente compensado pelo facto de apresentar o melhor contraste entre escuro e luminoso que já vimos - muito melhor que o das C9.

LG CX - Análise Televisão

Com uma cobertura de 96% DCI-P3 e 71% Rec2020, não existem muitos motivos de queixa em termos de correção de cor, e no teste efetuado, os nossos colegas registaram um lag de input de 12ms, o que é baixo para as televisões tradicionais. Foram testadas consolas, computadores, streaming, e filmes, e a televisão comportou-se sempre à altura das exigências. A CX inclui também várias tecnologias de melhoramento de imagem, como AI Picture Pro e OLED Motion Pro, o que pode atrasar o tempo de resposta dos jogos, mas mesmo desligando todas estas funções extra, a qualidade de imagem é estupenda.

Agora, o preço. A versão testada foi a 65 polegadas, que está à venda por algo como 2.500 euros (a de 55 polegadas está por 1.500). É caro, sim, mas considerando que a C9 equivalente foi lançada a 3500 euros, é evidente que a LG quer realmente tornar estas televisões o mais competitivas possíveis. E claro, dentro de um ano ou dois os preços serão muito mais acessíveis.

Se está à procura de uma televisão equipada para todas as suas necessidades de gaming nas consolas de nova geração, com excelente qualidade de imagem e som para filmes e streaming, e várias aplicações e tecnologias, então não olhe mais longe que as CX da LG.

LG CX - Análise TelevisãoLG CX - Análise Televisão
10 Gamereactor Portugal
10 / 10
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