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Tales of Arise

Tales of Arise - Impressões do Primeiro Capítulo

Voltámos aos mundos mágicos de Dahna e Rena para novas impressões do Tales of mais ambicioso de sempre.

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Esta não é a primeira vez que experimentamos Tales of Arise. Em junho passámos algumas horas com o jogo, e agora, a Bandai Namco permitiu-nos jogar o primeiro capítulo completo, com uma versão praticamente final. O primeiro capítulo de Tales of Arise arranca de forma algo lenta, apresentando-nos ao novo protagonista, simplesmente apelidado de "Máscara de Ferro (Iron Mask). Porquê? Porque tem uma máscara de ferro na sua cara, e não tem qualquer recordação de quem é. Também não sente dor, aparentemente, mas pelo menos tem um sentido de justiça apurado..

À primeira vista parece ser o recipiente vazio perfeito para servir de avatar do jogador, mas ao contrário de outros heróis dos JRPG, este Máscara de Ferro acaba por ter os seus próprios pensamentos e até fala. Parece desenvolver-se ao longo da aventura, mas é parte do puzzle do enredo, onde também encaixam outras fações e personagens. Em Tales of Arise o povo de Dahna é oprimido e explorado pelas forças de Renan. Houve uma guerra entre as duas partes há algumas centenas de anos, e os Dahnans estão oprimidos desde então. O nosso herói sente as consequências desse conflito em primeira mão, já que foi forçado a extrair minério num dos campos de escravos de Orbus Calaglia.

A aventura começar realmente a arrancar quando Shionne entra em cena. A jovem é uma Renan, mas está presa por motivos desconhecidos. Claro, o nosso bravo herói não hesita em ajudar a donzela em perigo, algo que pode parecer antiquado para os dias de hoje, mas que continua a ser usado e abusado pelos japoneses. O improvável duo acaba por se juntar à resistência local dos Scarlet Crows, que ao longo do primeiro capítulo invadem o Castelo de Glanimedes. Para libertarem os escravos desta região precisam de desafiar o governante do império - Balseph, apelidado de "besta selvagem".

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Antes de pensar em confrontar o barão desagradável, conte antes em lutar primeiro contra lobos, vespas, golens, e guardas de Renan, por cerca de três horas seguidas. Os oponentes caminham pelo mundo em tempo real, mas quando existe um encontro, a ação passa para um no ecrã de batalha. A ação também se passa em tempo real, mas timing é importante em Tales of Arise, porque deve tentar evitar ataques inimigos sempre que possível. Manobras evasivas perfeitas permitem contra-ataques e movimentos especiais de suporte, que podem ser ativados pelos membros ativos da equipa, e até dos passivos, que o ajudarão na batalha. Parece-nos uma boa forma de manter todo o grupo em ação, mesmo que não estejam realmente a combater diretamente.

O sistema de combate pode parecer um pouco punitivo ao início, mas a escala de nível dos inimigos deve ajudar a atenuar essa situação com o passar das horas. Ao completar lutas irá adquirir habilidades passivas e ativas mais poderosas, apelidas de "Artes". Depois, ao usá-las durante as batalhas, irá melhorar a sua eficácia. Árvores de talentos adicionais tornam-se disponíveis assim que certas condições ("Use o ataque X para forçar inimigos voadores a aterrarem 25 vezes") forem cumpridas, ou como recompensa por terminar missões secundárias. Além disso, se desbloquear todas as habilidades de uma das muitas árvores de talentos, irá receber bónus de conclusão, como aumento de atributos. Já que pode comandar que a IA se comporte de acordo com um estilo de jogo específico, deve mudar a personagem que controla ativamente de forma regular, a fim de acompanhar os vários sistemas de progresso de toda a equipa.

Embora a Bandai Namco tenha criado áreas maiores com pequenos segredos e junções que encorajam a exploração, Tales of Arise parece-nos - para já - uma experiência linear. Ao explorar pode encontrar tesouros, itens cosméticos (com os quais pode personalizar a aparência de todas as personagens), ou até mesmo adversários excecionais, que talvez queira deixar para mais tarde. Embora o Reino de Calaglia seja pouco mais do que um lugar desolado cheio de pedras em chamas num deserto, oferece uma variedade de belas vistas que contrastam bem com a paisagem montanhosa.

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O que vimos de Tales of Arise nestas duas sessões de jogo parece promissor, mas também um pouco familiar. O jogo parece ter uma estrutura demasiado focada em "grind", ainda que seja interessante lutar contra adversários mais desafiadores, que requerem as táticas e as habilidades certas. Não tivemos, contudo, oportunidade de explorar o conteúdo secundário, embora o jogo esteja repleto de diálogos. Estamos particularmente curiosos com o desenvolvimento das personagens centrais, porque há uma dinâmica cativante entre o "Máscara de Ferro" e a "Princesa" provocadora. Vamos ver como tudo se desenrola quando Tales of Arise chegar a 10 de setembro.

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